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domingo, 24 de outubro de 2010

Tupi deve ter mais óleo do que o previsto, diz Petrobrás


Em entrevista ao 'Estado', presidente da Petrobrás diz que estimativas de que o poço tem de 5 bilhões a 8 bilhões de barris são 'conservadoras'

A Petrobrás comunicou ontem nova descoberta de petróleo em Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, que confirma a extensão da jazida para o sul, reforçando a projeção inicial de 5 a 8 bilhões de barris de reservas. Em entrevista ao "Estado", porém, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, disse que a estimativa é "conservadora" e, com o conhecimento da área, o volume de óleo pode aumentar.

A nova descoberta anunciada ontem foi feita no extremo sul da concessão BM-S-11, onde estão as descobertas de Tupi e Iara. Segundo a estatal, os dados obtidos contribuem para reduzir as incertezas sobre o reservatório. "O resultado da perfuração desse novo poço, foi extremamente relevante", diz nota oficial da empresa. O poço atravessou um reservatório de óleo com espessura de 128 metros.

A estatal planeja perfurar dois novos poços em Tupi ainda este ano, antes do fim do prazo contratual para exploração da área, que vence em 31 de dezembro. Nesta data, a empresa terá de confirmar, com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), se ficará ou não com a concessão, em um processo chamado de declaração de comercialidade.

Estimativa. Gabrielli diz que a estatal ficará com toda a área de concessão, mas ainda não apropriará, em seu balanço, todas as reservas estimadas de Tupi e Iara - 8 a 12 bilhões de barris de óleo de boa qualidade, com maior valor no mercado.

Segundo ele, o conceito técnico de reservas prevê a apropriação de volumes referentes apenas aos poços existentes na concessão, além de ser calculado com base em outros critérios econômicos, como o preço do petróleo e a existência de mercado para o gás. A Petrobrás tem hoje reservas provadas de 14 bilhões de barris de petróleo e gás.

O executivo lembrou, porém, que o volume de reservas provadas de um campo pode variar no tempo, de acordo com o volume de informações que a empresa tem sobre o reservatório. Nesse sentido, afirmou, a projeção de 5 a 8 bilhões de barris é "conservadora", ao tomar por base um fator de recuperação de petróleo entre 20% e 25% - o que significa que a Petrobrás acha possível extrair até 1/4 de todo o petróleo existente na jazida.

Isso quer dizer que o reservatório de Tupi tem até 32 bilhões de barris de petróleo, dos quais no máximo 8 bilhões são recuperáveis, segundo a estimativa atual. "Nós estamos com 25% de fator de recuperação neste momento e esse é um índice conservador. Certamente poderemos crescer o índice, porque o petróleo está lá", afirmou Gabrielli.

Ele lembrou que há muitos exemplos em que o fator de recuperação foi ampliado na medida em que a empresa avançava no conhecimento da jazida. "Na Bacia de Campos, por exemplo, Marlim começou com 20% a 25% e hoje tem 54%", contou Gabrielli, citando o segundo maior campo brasileiro de petróleo.

A estatal inicia na próxima semana o projeto-piloto de produção em Tupi, com capacidade para extrair 100 mil barris por dia, que representará um passo importante no sentido de ampliar o conhecimento sobre a área. Com a extração de grandes volumes e injeção de gás e água nos reservatórios, a estatal quer saber como se comporta o reservatório, se suporta as variações de pressão naturais no processo de produção de petróleo.

A inauguração da plataforma-piloto, batizada de Cidade de Angra dos Reis, está marcada para a próxima quinta-feira, em cerimônia com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até o início do ano que vem, porém, a Petrobrás terá de reinjetar nos poços o gás natural produzido pela plataforma, uma vez que a empresa ainda não conseguiu concluir a construção do gasoduto Caraguatatuba-Taubaté, projetado para levar o combustível produzido na Bacia de Santos à malha nacional de gasodutos.

Fonte: http://www.estadao.com.br

Entre o público e o privado


Em briga particular, Gilmar Mendes envolve até a Advocacia-Geral da União

Gilmar Mendes não vê mesmo limites entre o público e o privado. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal envolveu a Advocacia-Geral da União (AGU) em uma demanda particular. Trata-se da disputa societária que o ministro trava no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), na tentativa de afastar da direção da empresa o sócio Inocêncio Mártires Coelho, ex-procurador-geral da República.

Desde 2007, quando o IDP conseguiu um terreno em Brasília e passou a lucrar com a oferta de cursos jurídicos, Mendes está em rota de colisão com Coelho. O parceiro está entronizado na administração do instituto por causa do impedimento dos demais sócios para assumir o comando, já que exercem cargos públicos.

No Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Coelho obteve vitória e impediu a contratação de um administrador não sócio, como pretende Mendes. Mas, em 11 de outubro, um desembargador concedeu efeito suspensivo a Mendes.

O ministro do STF procurou, então, a Junta Comercial de Brasília para fazer uma averbação no contrato social do IDP, com o objetivo de afastar Coelho e colocar um não sócio na gestão. E lá vem o advogado-geral da União Luís Inácio Lucena Adams a defender Mendes e dizer que a empresa não pode ficar refém da parte minoritária.

Muito bem, a lei orgânica da Magistratura Nacional proíbe a juízes atividades comerciais. Não vale para Gilmar Mendes? Por quê?

Fonte: http://www.cartacapital.com.br

O Brasil através do Censo


Criado no período imperial, os indicadores dos estudos ajudam a conhecer e melhorar o País

Contar a população de um determinado território, fosse ele uma municipalidade, capitania, província ou reino, foi desde sempre um desejo e decisão efetiva de variadas autoridades ao longo da história. Conhecer sua população equivalia a conhecer os efetivos que poderiam ser mobilizados para a guerra e os recursos que poderiam ser extraídos em favor dos objetivos dos poderes locais ou centrais.

Em perspectiva histórica, as estatísticas e atividades de sistema censitário estão ligadas às primeiras formações dos Estados clássicos na Antiguidade. Eram utilizadas para mensurar e estipular a cobrança de tributos, recrutamento militar, ações administrativas. Sua importância foi, em diversos períodos, fundamental para os poderes existentes, mas não se chegou a formular ou consolidar métodos padronizados e precisos para a contagem e caracterização das populações.

Com a formação dos Estados Nacionais modernos, após a Revolução Industrial, entre os séculos XVIII e XIX, as necessidades das sociedades mais complexas, do comércio mundial e dos objetivos econômicos das nações determinaram um salto de qualidade nas atividades censitárias, que ganharam status científico e metodologias que buscavam refletir a dinâmica do conjunto dos fenômenos sociais. Estavam, a partir daí, maduras as condições para o surgimento- dos sistemas- estatísticos modernos e dos grandes Censos nacionais. Inglaterra, França e Alemanha são precursores.

No Brasil colonial, contagens populacionais foram realizadas sem regularidade ou critérios bem definidos. Também as paróquias católicas tinham enumerações populacionais por meio de seus registros de batismo, sepultamento e casamento.

Durante o Império, momento em que se dá a formação inicial do Estado Nacional e, sobretudo, após a consolidação do governo de dom Pedro II, cogitou-se um levantamento nacional que refletisse, pela primeira vez, um retrato do povo brasileiro. O Brasil era então uma nacionalidade ainda em construção, com sua unidade não inteiramente estabelecida, permeada por processos contraditórios de integração e fragmentação. Após algumas tentativas pioneiras nos anos 1850, o Império criou a Diretoria- Geral de Estatística (DGE) e, em 1872, realizou o primeiro Censo Demográfico geral no Brasil.

Esse levantamento indicou que a população recenseada já se aproximava do patamar de 10 milhões de habitantes. Os níveis educacionais eram extremamente baixos: cerca de 80% de analfabetos. As populações residentes nas atuais regiões Sul, Norte e Centro-Oeste eram pouco numerosas. Os principais contingentes demográficos nas províncias chamadas do Norte (atual Nordeste) e no eixo Minas-Rio de Janeiro-São Paulo.

O Censo de 1872 é o único da história que contabiliza o contingente de população escrava, que declinava à época. Ele também introduz a pergunta sobre a cor da população, cujos resultados preocupariam a elite imperial, que, nos anos seguintes, questionariam o destino da nação com base em questões raciais.

Com a Proclamação da República, em sua primeira fase até 1930, foram realizadas mais três Censos gerais, respectivamente em 1890, 1900 e 1920. Na virada do século XX, a população brasileira já ultrapassava os 17 milhões de pessoas, crescendo a taxas elevadas em razão da imigração estrangeira para São Paulo e estados do Sul.

A República Velha, a partir da articulação da política dos governadores, caracterizou-se por um enfraquecimento do poder central a partir da aliança política das elites regionais, sobretudo a mineira e a paulista. Em 1920, a população já superava os 30 milhões.

CRIAÇÃO DO IBGE

A Revolução de 1930 significou uma profunda mudança na organização político-administrativa do Brasil. A ordenação federativa passou a ser bastante centralizada na figura do presidente Getúlio Vargas, que criou diversos instrumentos de política institucional, regulação e intervenção na economia e nas relações sociais. A adoção de políticas econômicas demandava a existência de informações estatísticas regulares e, razoavelmente, atualizadas sobre o Brasil. Nesse sentido, a criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir de 1936, inseriu-se no projeto de um governo central com políticas ativas na direção da integração nacional.

O Censo Demográfico de 1940, o primeiro realizado sob a égide do IBGE, inaugurou a era moderna dos Censos no País. Sua preparação contou com a participação de profissionais qualificados, membros de uma renovada carreira de servidores públicos. A relação de questões investigadas inclui quesitos sobre as componentes demográficas (nascimentos e mortes), origem migratória, condições socioeconômicas (domicílio, educação, mão de obra) aspectos ligados ao território e nacionalidade (línguas faladas, por exemplo) e outras que fornecem informações para políticas públicas e regionais. A partir daí, dispõe-se de uma série censitária (decenal) das medidas demográficas, que se tornaram os índices oficiais de população no Brasil. O Censo de 1940 acabou tornando-se exemplo para Censos em outros países, especialmente na América Latina. A pesquisa de 1940 também revelou que quase 70% da população do Brasil, que chega a 41 milhões de pessoas, vivia em áreas rurais. A população do estado de São Paulo ultrapassou a de Minas Gerais.

Nos anos seguintes, as atividades censitárias tomaram mais impulso com a implantação da série dos Censos econômicos (indústria e comércio) e agropecuária.

ERA JK

Nos anos 50, o modelo desenvolvimentista do presidente Juscelino Kubistchek afirmou-se no País, com uma clara hegemonia das frações urbano-industriais na arena das decisões políticas e econômicas. A fundação da nova capital, Brasília, canalizou parte dos vários movimentos e fluxos no sentido da “marcha para o Oeste”, revelando ao Brasil todo a emergência e a diversidade de novos espaços demográficos, culturais e socioeconômicos.

Nas décadas de 50 e 60 o País toma conhecimento das realidades regionais e os quadros dramáticos do êxodo rural, do latifúndio e da pobreza. As lutas sociais avançam no campo e nas cidades, e a Região Nordeste aparece como problema. Os números do Censo demográfico revelam o quadro dramático das migrações, a identificação do crescimento populacional nas grandes capitais do Centro-Sul e as deficiências de infraestrutura. Paralelamente, políticas desenvolvimentistas reforçam o parque industrial localizado na Região Sudeste, sobretudo, em São Paulo, e contribuem para exercer um poder ainda maior de atração de migrantes vindos do Norte-Nordeste e Minas Gerais.

Segundo o Censo de 1960, a população rural ainda era superior à urbana (55,3%), mas já indicava que a população urbana seria maior até o Censo de 1970 – de fato, 55,9% da população brasileira já residia em áreas urbanas na virada da década.

A controvérsia sobre a distribuição de renda, talvez seja o ponto mais lembrado do Censo de 1970. A repetição da pergunta sobre os rendimentos feita em 1960 e a comparação dos dois pontos temporais, estabeleceu um amplo e abrangente debate sobre as políticas econômicas e sociais e os processos de distribuição e concentração de renda no Brasil. Em tempo de regime militar, os resultados geraram debates centrados nos aspectos perversos da concentração de renda. Surgiram questionamentos e criou-se o pilar para a construção de cenários para um futuro social politicamente mais justo.

O progressivo esvaziamento político do regime militar, iniciado em fins dos anos 70, representou um deslocamento do foco de atenção das políticas de Estado. Nos “anos de chumbo” e no período desenvolvimentista do governo Ernesto Geisel, as estatísticas eram direcionadas para a produção de dados e indicadores com vistas a um planejamento socioeconômico centralizado.

Já na redemocratização, o IBGE defrontou-se com novas agendas técnicas e temáticas, conjugadas com as exigências democráticas de transparência e acessibilidade. Novos temas foram incorporados à pesquisa. Nos primeiros anos da Nova República, a crise financeira do Estado e a expansão desregulada da globalização fizeram o Brasil mergulhar em situações de crise política e financeira, com acentuada inflação. O IBGE vivenciou dificuldades institucionais, culminando com o adiamento do Censo de 1990 para o ano seguinte. Posteriormente, com a estabilidade monetária e um novo consenso político a partir de 1993/1994, o IBGE regenerou-se.

Importante ressaltar que os Censos de 1980, 1991 e 2000 confirmaram o seu peculiar processo de transição demográfica, com rápido declínio dos níveis de fecundidade e de crescimento demográfico, aumento da esperança de vida, redução do tamanho da família e progressivo movimento de envelhecimento populacional.

O retrato do País passou também a caracterizar profundamente questões étnicas e culturais. As informações sobre cor/raça, reintroduzidas em 1980, alimentaram durante as décadas recentes o debate sobre a questão racial no Brasil. Em 1991, foi estabelecida a caracterização específica da população indígena e, na comparação com os resultados do Censo 2000, estudos detalhados foram feitos sobre a evolução dessa população. Da mesma forma, a série censitária recente sobre a opção religiosa dos brasileiros vem revelando o crescimento das religiões- evangélicas e redução dos católicos.

Para o Censo 2010, teremos uma imagem territorial completa do crescimento e distribuição da população brasileira, fundamental para as políticas regionais e setoriais. O País vem crescendo demograficamente a ritmo declinante, com uma taxa hoje ligeiramente superior a 1% ao ano (na década de 50, o crescimento era de 3% ao ano, o que dobrava a população a cada 24 anos) e vários municípios perdem população para os chamados municípios médios e grandes, que são polos de atração por razões econômicas e de oferta de serviços (saúde, educação, cultura, assistência etc.).

Fonte: http://www.cartacapital.com.br

Desconstrução do preconceito


Não resulta do Bolsa Família o voto nordestino pró-Dilma, ainda maior no segundo turno

Para entender melhor o resultado do primeiro turno da eleição presidencial e projetar o resultado final do confronto entre Dilma e Serra, no dia 31 de outubro, é preciso falar do velho preconceito contra o Nordeste plantado nos corações e mentes de parte da elite das regiões Sul e Sudeste. O “Sul Maravilha”, conforme batismo do cartunista Henfil, um ícone do petismo aguerrido e ortodoxo.

Para esse pessoal, o voto no Nordeste foi comprado pelo Bolsa Família. Ninguém oferece uma contribuição melhor para a compreensão dessa questão do que a professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco.

Os argumentos dela não se sustentam no compromisso político. Ela mostra que os beneficiários do Bolsa Família “não são suficientemente numerosos para responder pelos porcentuais elevados obtidos por Dilma no primeiro turno: mais de dois terços dos votos no Maranhão, Piauí e Ceará e mais de 50% nos demais estados e cerca de 60% do total”.

Há fatos gerados pela administração Lula que explicam os votos: essa região, assim como o Norte, liderou as vendas do comércio varejista no Brasil entre 2003 e 2009. A consequência, segundo Tânia Bacelar, foi o dinamismo do consumo que “atraiu investimentos para a região”.

“Redes de supermercados, grandes magazines e indústrias alimentares e de bebidas, entre outros, expandiram sua presença no Nordeste ao mesmo tempo que as pequenas e médias empresas locais ampliavam sua produção”, explica.

O longo e importante braço da Petrobras influiu na dinâmica da economia nordestina. Houve investimento em novas refinarias e o resgate da indústria naval, que levou para aquela região vários estaleiros.

Tânia Bacelar fala, também, da “ampliação dos investimentos em infraestrutura, promovida pelo PAC com recursos que, somados, têm peso no total dos investimentos previstos superior à participação do Nordeste na economia nacional”.

Lula, segundo ela, quebrou o mito de que “a agricultura familiar era inviável”. Entre 2002 e 2010, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) sextuplicou os investimentos e, somado a outros instrumentos (Seguro-Safra e Programa de Compra de Alimentos, entre outros), passou a gerar três em cada quatro empregos rurais do País. O Nordeste abriga 43% da população economicamente ativa do setor agrícola brasileiro.

O resultado disso é registrado pela professora Tânia: “O Nordeste liderou o crescimento do emprego formal no País com 5,9% ao ano entre 2003 e 2009, taxa superior à de 5,4% registrada para o Brasil como um todo, e aos 5,2% do Sudeste, segundo dados da Rais”. E é no Nordeste onde houve também a maior redução da pobreza extrema (tabela).

Dilma obteve média de 65% dos votos nos nove estados nordestinos no primeiro turno. Esse porcentual nas pesquisas do segundo turno subiu para 71%. Sondagem do Ibope realizada no glorioso estado do Piauí retrata isso. No primeiro turno, a candidata petista alcançou um pouco mais de 60% dos votos. Agora deu um salto. No dia 15 de outubro, o Ibope registrou 70% das intenções de voto nela entre os piauienses. Isso pode prenunciar um massacre eleitoral.

“Esse não é o voto da submissão, da desinformação ou da ignorância. É o voto da autoconfiança recuperada e da esperança na consolidação dos avanços alcançados”, afirma Bacelar.

O Nordeste não trocou o voto pelo miolo do pão.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br

Temporão garante que proliferação da KPC só acontece nos hospitais


O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, deu uma notícia que pode tranquilizar a população, que está preocupada com a ação da superbactéria KPC. Neste domingo, ele informou que a proliferação só acontece dentro das unidades de saúde.

"A população fique tranquila porque essa é uma situação que acontece apenas em ambiente hospitalar e em pacientes debilitados".

O ministro também disse, após o encontro que discutiu como minimizar o risco cardíaco em pacientes que se tratam contra o câncer, em São Paulo, que a situação será amenizada com as medidas providenciadas pela Anvisa. Sobre isso, ele citou a norma que obriga que as farmácias fiquem com as receitas na compra de antobióticos.

"Isso vai impedir muito o que hoje é um problema seríssimo, que é a automedicação, o uso abusivo e indiscriminado".

Temporão também lembrou sobre os cuidados básicos, como lavar bem as mãos e com regularidade, o que pode diminuir o risco de contaminação.

Fonte: http://www.sidneyrezende.com

sábado, 23 de outubro de 2010

Governo federal oferece remédios com descontos de até 90%


O governo federal anunciou, ontem, a ampliação da lista de medicamentos oferecidos por meio do programa Aqui Tem Farmácia Popular, desenvolvido em parceria com a rede privada de drogarias. A população passou a ter acesso a fraldas geriátricas e a mais nove medicamentos indicados para o tratamento de asma, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de mais um tipo de anti-hipertensivo, com descontos de até 80%. Considerando os remédios que já constavam da lista, os abatimentos chegam a 90%.

Os remédios oferecidos são os mesmos dados gratuitamente por quem busca atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para comprá-los pelo programa, é necessário que o usuário apresente CPF, documento com foto e receita médica. 


Fonte: http://extra.globo.com

Náufragos da globalização


Europa vive da memória de um continente que não existe mais e do papel de predominância ao qual se acostumou

Após uma semana de confrontos cada vez mais intensos, a guerra chegou ao ápice na sexta-feira, quando o Senado francês finalmente decidiu votar – e aprovar – a reforma da Previdência Social proposta pelo presidente Nicolas Sarkozy. Entre outras mudanças, a idade mínima para a aposentadoria na França passou de 60 para 62 anos. O que para alguns não foi mais que um ajuste necessário em um país de população cada vez mais velha e com maior expectativa de vida, para outros – a maioria, a julgar pelas sondagens de opinião que cravaram 69% de apoio aos grevistas que protestavam contra a reforma – parece continuar inadmissível. Mesmo levando-se em conta a sociedade politicamente aguerrida que é a francesa, como entender o movimento que incendiou as ruas de Paris e Lyon, bloqueou aeroportos, fechou escolas, comprometeu o abastecimento de combustível e impediu até as apresentações da cantora pop Lady Gaga programadas para este final de semana no país?

“Os acontecimentos na França tomaram tal proporção que a questão das aposentadorias não basta para explicá-los.” É o diagnóstico do cientista político parisiense Bertrand Badie, de 60 anos, para quem em um aspecto os atuais distúrbios lembram os que fizeram história em maio de 1968: a estratégia do presidente Sarkozy para recompor sua combalida popularidade. “Naquela época, a revolta estudantil adquiriu tal amplitude que deixou em pânico o eleitorado de direita no país”, lembra o professor, catedrático de Relações Internacionais da Fundação Nacional de Ciências Políticas de Paris (Sciences Po). “Foi o que permitiu ao general De Gaulle ganhar facilmente as eleições.”

Agora, a 18 meses do pleito que irá definir a permanência ou não de Sarkozy no Palácio do Eliseu, nenhuma das partes mostrou-se disposta a ceder.

Na entrevista a seguir, concedida por telefone de Paris, Badie, que também é pesquisador-associado do Centro de Estudos e de Pesquisas Internacionais (CERI), afirma que a reforma aprovada não resolve a equação da Previdência no país: “Ela permitirá um alívio de um ano ou dois nas contas e, após as eleições, será preciso fazer outra reforma.” Para ele, tampouco se deve esperar algum refresco nas tensões sociais expressas nas manifestações estudantis e sindicais dos últimos dias. “A crise vem do fato de que a Europa e em particular a França, está falhando em sua inserção no mundo globalizado.
  
Na sexta-feira, o Senado francês aprovou a reforma da Previdência Social proposta por Sarkozy, apesar do acirramento dos protestos. O sr. esperava algum recuo?

A grande dificuldade foi que o governo, de um lado, e os sindicatos, de outro, já tinham ido longe demais. Entramos numa situação em que o recuo de um ou de outro seria visto como derrota. E, agora, o risco de vermos uma radicalização de ambas as partes não está descartado. Até a semana passada me parecia ainda possível um acordo, uma solução negociada que acalmasse os ânimos. Ficou mais visível a possibilidade de um confronto sério.
  
Por quê?

Sarkozy joga a carta de maio de 1968 revisitada. Naquele ano, a revolta estudantil adquiriu tal amplitude que deixou em pânico o eleitorado de direita no país. Foi o que, na época, permitiu ao general De Gaulle ganhar facilmente as eleições. O que se passa atualmente com Sarkozy é que ele está com a popularidade lá embaixo, em cerca de 25%, pois metade do eleitorado de direita francês o abandonou. Seu plano, ao permitir esse acirramento de tensões, é que os protestos assustem a direita e a façam cair de novo em seu colo. Uma estratégia, no mínimo, arriscada.
  
Uma pesquisa divulgada no mesmo dia pelo instituto de opinião pública BVA revelou que 69% dos franceses apoiam a greve.

Exato. E, efetivamente, o grande trunfo dos sindicalistas é esse apoio da maioria da opinião pública, o que inclui parte da direita. Aqui na França, os simpatizantes da direita em geral representam 52 ou 53% da população, enquanto a esquerda conta com cerca de 45%. Esses 69% que apoiam as greves comprova que boa parte da direita está ao lado do movimento sindical. O que é um fenômeno novo e importante. Mas há outro elemento: os acontecimentos na França tomaram tal proporção que a questão das aposentadorias não basta para explicá-los. Existe uma espécie de rejeição geral às injustiças sociais, um sentimento de indignação contra o ultraliberalismo de Sarkozy, suas políticas fiscais favoráveis aos mais ricos e o acúmulo de frustrações que causaram. São muitas as dimensões do conflito.

Existe uma insatisfação difusa em relação à crise do Estado de bem-estar social?

Os sindicatos falam apenas das aposentadorias. Eles não tratam de outras questões, que no entanto estão visíveis nos slogans, nos cartazes, nos fóruns de discussões. Neles, ao lado da reforma da Previdência, figuram o problema do desemprego, dos salários, das liberdades em geral e mesmo a denúncia da discriminação de minorias culturais e das políticas anti-imigração do governo. Nós assistimos a uma espécie de globalização da contestação, algo que é preciso levar em conta.
  
Essa 'globalização da contestação' explica o engajamento de estudantes secundaristas nos protestos por direitos dos aposentados?

Sim. Creio que há um mal-estar profundo entre os nossos jovens, que temem o desemprego e não se identificam com essa ideologia neoliberal que se transformou, na França assim como em muitos países da Europa, numa espécie de pensamento único. Hoje, após a derrocada dos ideais do marxismo, não restou nada além das promessas do neoliberalismo – que igualmente fracassaram. E os jovens sentem-se profundamente inseguros em relação ao futuro que a Europa lhes reserva. Todas as pesquisas de opinião demonstram que eles temem entrar na vida adulta, diante das poucas perspectivas de emprego e bons salários. “Precariedade” é uma palavra que se ouve com frequência nessas pesquisas qualitativas.
  
Os acontecimentos das últimas semanas têm a ver com os protestos violentos na periferia de Paris em 2006 e 2007?

A rebelião de 2006 e 2007 estava mais ligada ao fracasso da integração social na França, a um mal-estar em relação à espécie de exílio em que vivem milhares de jovens das periferias de Paris. Agora, o que está em discussão são temas mais banais, de um certo ponto de vista, e que não dizem respeito especificamente às periferias. Tanto que elas não se mobilizaram significativamente até agora. Claro que isso ainda pode ocorrer.
  
As políticas de restrição aos imigrantes não estão em pauta, desta vez?

A agenda da imigração e da restrição às minorias culturais entrou como uma espécie de cortina de fumaça do governo para ocultar os problemas econômicos e sociais. E isso é também algo de novo na história francesa. É a primeira vez que um governo se utiliza do argumento da denúncia de minorias culturais – mesmo nos anos 30, quando havia uma onda de anti-semitismo, não era o governo, mas a oposição que lançava mão desses argumentos. Agora, ela vem diretamente do governo e o problema é saber se isso acabará por se voltar contra ele ou não. Ainda é muito cedo para dizer.
  
É preocupante que o governo tenha recorrido a esse tipo de argumento?

Isso me inquieta. Pois é um fenômeno que já afeta quase toda a Europa, talvez não na Inglaterra, mas o vemos na França, na Alemanha, na Suíça, na Itália, nos países da Europa Oriental e mesmo na Suécia, com toda a sua tradição de tolerância e abertura. Está se transformando em um fenômeno europeu, portanto.

Como entendê-lo?

Sociedades que se fecham sobre si mesmas e adotam a exclusão, o isolamento, estão manifestando os sintomas de uma doença. Doença que se deve, em minha opinião, ao fato de que a Europa e em particular a França, está falhando em sua inserção no mundo globalizado. O Brasil, por exemplo, é um dos países mais bem-sucedidos nesse processo de globalização. É uma vitória dos países emergentes.

Vitória que não se deve também à menor regulação de seu mercado de trabalho e ao baixo custo de sua mão-de-obra, em comparação com a Europa?

É claro que sim, mas os parâmetros econômicos e sociais dos países emergentes também se revelaram mais favoráveis à globalização. Mas não acho que a Europa esteja condenada a perder. Estou convencido de que há outras oportunidades e modos de inserção para nós no mundo globalizado atual. O problema é que a Europa vive na memória de um mundo que não existe mais, ainda não despertou para o fato de que há hoje um sistema internacional, um mundo novo que é preciso aceitar, compartilhar o papel de predominância ao qual se acostumou.

Para alguns, a reforma de Sarkozy foi razoável, pois a população envelheceu e a expectativa de vida aumentou. Para outros, os ganhos em produtividade recentes permitiriam a manutenção dos direitos dos aposentados. Qual é a sua opinião?

Tenho uma opinião dupla. Em primeiro lugar, todo mundo está de acordo de que era necessária alguma reforma no regime previdenciário. Já o que não se diz com tanta frequência é que a reforma de Sarkozy, tal como foi proposta, não é suficiente. Ela permitirá um alívio de um ano ou dois nas contas e, após as eleições, será preciso fazer outra. Quer dizer, é um sacrifício que se impôs à população. Em segundo lugar, há outra coisa que deixamos de notar: é verdade que grande parte da população francesa, como a europeia, tem uma expectativa de vida mais elevada há alguns anos. Mas o detalhe é que a saúde não melhorou com a longevidade. Estatisticamente, um trabalhador de 60 anos hoje pode ser tão cansado e desgastado quanto era há 10 anos. Ou seja, junto com o aumento da longevidade ocorreu, por assim dizer, um aumento da duração da doença: você morre aos 100 anos de idade, mas começa a ficar fragilizado aos 60. E será preciso dar suporte a essa população, com asilos, leitos de hospital, estrutura, por quatro décadas.

O anúncio, feito na quarta-feira pelo governo britânico, de um corte de gastos da ordem de £ 83 bilhões e a dispensa de 500 mil funcionários públicos – seguido também de protestos por parte dos sindicatos – reforça o argumento de que a crise é europeia?

Sim. A grande diferença é que o corte de gastos, na Inglaterra, se dá logo após as eleições e, aqui, estamos em período pré-eleitoral. As eleições presidenciais na França estão marcadas para daqui a 18 meses – quando Sarkozy poderá ou não ser reeleito. É um dado que não se pode ignorar e explica, talvez, o tom mais estridente dos protestos franceses.

E o que esperar das eleições de 2012? O sr. crê na sobrevivência política de Sarkozy?

Até lá, muita coisa pode acontecer. Todas as sondagens eleitorais hoje preveem a vitória da esquerda. Mas, em seu País, elas davam também a vitória em primeiro turno a Dilma Rousseff, não? (Risos) Então, é impossível dizer o que ocorrerá. Com o momento impopular de Sarkozy podemos esperar uma movimentação ativa do candidato que vier da esquerda – algo que, como se vê, já modifica profundamente o panorama político francês.

Fonte: http://www.estadao.com.br

Representantes do G20 aprovam acordo de reforma do FMI


Reunidos na Coréia do Sul, representantes do G20 – grupo dos países mais ricos do mundo – aprovaram neste sábado um acordo que propõe a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) redistribuindo as cotas do organismo. Os países industrializados concordaram em ceder duas das oito vagas do conselho do FMI para países em desenvolvimento. Em vez de escolhidos, os integrantes serão eleitos.

“Chegamos a um acordo conjunto sobre uma proposta ambiciosa de reforma de quotas do FMI”, diz o comunicado divulgado hoje pelo G20. “Isso vai ajudar (o órgão a ser) mais eficaz, credível e legítimo”, acrescenta.

A reforma do fundo é uma das prioridades para o governo brasileiro. No Canadá, na primeira  reunião prévia do G20, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo insistiria na adoção de mudanças no conselho do FMI.

Nos próximos dias, o conselho se reúne para ratificar a decisão. De acordo com especialistas, o processo de decisão para definir quem vai ceder lugar aos países em desenvolvimento deve levar um ano. Os maiores acionistas atualmente são os Estados Unidos, o Japão, Reino Unido, a Alemanha, França, Itália, o Brasil, a Rússia, Índia e China.

Com a nova reorganização da distribuição dos votos e a participação de 187 países-membros do fundo, o organismo sofrerá a mais profunda reforma desde que foi criado, depois da 2ª Guerra Mundial.

Integram o G20 os seguintes países: Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, África do Sul, Turquia e a União Europeia.

Mantega não participou das discussões na Coreia do Sul. Ao longo da última semana, ele conversou com representantes do governo dos Estados Unidos e da Organização Mundial do Comércio (OMC).

As informações são do Tesouro Nacional dos Estados Unidos, do G20 e da agência de notícias oficial da Argentina, a Telam.

Fonte: http://www.pernambuco.com

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Superbactéria KPC se espalha pelo país


Além do Distrito Federal, pelo menos três estados confirmaram casos de infeção pela Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC). Os casos de São Paulo e do Paraná haviam sido anunciados pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, na terça-feira. Ontem, a Secretaria de Saúde da Paraíba confirmou a contaminação de 18 pacientes, sendo 11 deles neste ano. Apesar de negarem a existência de infecções pela superbactéria, os governos de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul decretaram estado de alerta e adotaram medidas de prevenção nas unidades hospitalares.

O surto de infecção pela superbactéria no Distrito Federal e a comprovação de que ela está presente em outras unidades da federação levaram a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a reunir hoje, especialistas em infectologia e microbiologia para traçar medidas de contenção do surto, prevenção, fluxos de notificação dos casos, diagnósticos e métodos de identificação laboratorial. Paralelamente, os diretores da agência vão discutir a proposta de restrição da venda de antibióticos, tema sob consulta pública desde julho.

O uso indiscriminado de antibióticos fora e dentro dos hospitais é apontado por especialistas — e foi citado pelo ministro da Saúde José Gomes Temporão — como uma das causas para o surgimento de superbactérias como a KPC. Durante lançamento do programa Aqui tem Farmácia Popular, em Brasília, na última quarta-feira, o ministro voltou a dizer que é preciso combater o uso “indiscriminado” de antibióticos, o que facilita, segundo ele, o surgimento de bactérias resistentes ao medicamento.

Em menos de duas semanas, o número de pessoas infectadas pela bactéria KPC no DF saltou de 108 para 183, um aumento de 69,4%. Apesar da crescente quantidade de casos e de mortes provocadas pelo micro-organismo — eram 14 no dia 8 e, agora, são 18 —, a secretária de Saúde do DF, Fabíola Nunes, garante não haver motivo para pânico. “O aumento das estatísticas é um reflexo da nossa determinação para que todos os casos sejam notificados. Talvez no DF se tenha mais casos porque aqui está se dando mais atenção. Quando se monta um sistema de vigilância epidemiológica, como nós fizemos, os dados aparecem”, explicou a secretária.

Sem medo

Na tarde de ontem, Fabíola Nunes disse que a população não precisa evitar a assistência hospitalar por medo de contrair a bactéria. “Se a pessoa está politraumatizada, tem um infarto, vai para o hospital ou morre. Lá tem o risco de contrair a KPC e outras bactérias. Sempre teve, não é de agora”, esclareceu. A secretária acrescentou que, para evitar riscos de novas infecções por KPC, está em curso a “tolerância zero” a práticas inadequadas por parte de profissionais de saúde e também de pacientes, acompanhantes e visitantes.

Para evitar novas infecções, os funcionários de saúde estão orientados a lavar a mão sempre antes e após examinar cada um dos pacientes. Quando um procedimento exigir corte, furo ou qualquer lesão, é preciso limpar bem a pele que, naturalmente, está coberta por bactérias e impurezas. Cateteres, sondas, bolsas de colostomia, respiradores, entre outros, devem ser trocados com maior frequência. É importante ressaltar que medidas como essas devem ser rotina nos hospitais mas não ocorrem com rigor no dia a dia.

Os servidores estão sendo treinados para enfrentar o surto. As equipes que trabalham à noite estão merecendo maior atenção das comissões de controle de infecção hospitalar no sentido de informar sobre os cuidados e cobrar que todas as medidas de segurança sejam adotadas. “Uma pesquisa em hospitais de São Paulo revelou que no período noturno os profissionais tendem a lavar menos as mãos e a tomar menos precaução. Mas a bactéria não escolhe a hora para infectar um paciente ou o próprio profissional”, alertou Fabíola Nunes.

Mãos limpas

Ao entrar no hospital, se acompanhante ou visitante de doentes, lave as mãos com água e sabão e, em seguida, passe álcool. Se tocar no paciente, repita imediatamente o procedimento. Evite contato físico com outros doentes e, se houver, não se esqueça de higienizar as mãos. Evite tocar em macas, mesas de cabeceira e equipamentos hospitalares. Havendo contato, lave as mãos antes de encostar de novo no doente.

DESABASTECIMENTO

» A rede de saúde do DF enfrenta um grave problema de desabastecimento. O Tribunal de Contas do DF suspendeu os 72 pregões organizados pela Secretaria de Saúde porque encontrou falhas no processo. Enquanto a pendência não é resolvida, o governo determinou que seja feita a compra emergencial de todos os medicamentos e insumos necessários ao combate e à prevenção da KPC. A lista tem cerca de 100 itens e inclui desde álcool a 70% até cateter, seringa, bolsas de colostomia, capotes, luvas, entre outros. Parte do material chegou ontem, no fim do dia, e a outra será entregue hoje, conforme assegurou o médico Herbert Teixeira Cavalcanti, titular da Secretaria Extraordinária de Infraestrutura e Logística de Saúde.

CONTROLE DE ANTIBIÓTICOS

A Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa traz propostas para restringir o uso de antibióticos no país. Veja algumas delas:

» A compra, venda ou a devolução deve ser acompanhada de nota fiscal. O nome, o número do lote e o fabricante do produto devem vir discriminados na nota fiscal de compra.

» A venda só pode ser feita em farmácias e drogarias, mediante apresentação da receita médica em duas vias, sendo que a primeira fica retida no estabelecimento.

» A prescrição de antibióticos deve ser escrita de forma legível, a quantidade especificada em algarismos arábicos e escrita também por extenso, sem emenda ou rasura. A receita tem validade de 30 dias a contar da data da emissão.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br

Lula e Haddad inauguram novas instalações da Reitoria e de três Faculdades no Campus Porto


Numa cerimônia com grande participação popular, cuja atração maior foi a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram inauguradas na tarde desta quinta-feira (21/10) as novas instalações da Universidade Federal de Pelotas no Campus Porto da Instituição. Lula e o ministro da Educação, Fernando Haddad, inauguraram oficialmente as instalações da Reitoria e das Faculdades de Enfermagem, de Letras e de Nutrição. Perante um público composto pela comunidade universitária, autoridades, representantes de instituições da sociedade e população em geral, o presidente Lula, falando do palanque especialmente montado para a cerimônia na área externa do campus Porto, fez questão de declarar toda sua felicidade de inaugurar mais um conjunto de obras em uma universidade federal.

Ele lembrou que houve um tempo que era quase impossível para um jovem pobre entrar em uma universidade pública. “Tinha que ralar muito para chegar. E o pobre, se quisesse estudar na faculdade, tinha de pagar”, disse. Esta realidade mudou muito nos últimos anos, em seu governo, garantiu. “Para nós educação não é gasto, é investimento, este é nosso conceito”, defendeu o presidente.

O Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, o Reuni, informou Lula, no período de um ano e meio, fez crescer de 113 mil para 259 mil o número de alunos nas universidades federais. “Nosso governo é que mais criou universidades, que mais colocou alunos nas universidades e o que mais fez escolas técnicas”, comemorou.

Para Lula, o Brasil vive um momento extraordinário. “Agora somos respeitados no mundo”, refletiu, dizendo que o Brasil deve crescer mais de 7% neste ano. Ele agradeceu à população brasileira pelo apoio dado durante seu governo, lembrando as dificuldades pelas quais passou, especialmente no primeiro mandato, e disse que não podia fracassar em seu governo, pois a uma pessoa como ele, de origem humilde, não seria permitido o fracasso.

Mas o momento maior do presidente na cerimônia ficaria reservado para o fim de sua passagem pelo campus da UFPel. Por mais de 30 minutos, cumprimentou populares, tirou fotos, distribuiu autógrafos e abraços e trocou rápidas palavras com quem desejasse falar com ele, tudo junto à grade que separava o público do palanque oficial.

Haddad

Em sua manifestação nos atos de inauguração, o ministro da Educação lembrou que Lula pode entrar de cabeça erguida em qualquer universidade federal, coisa que poucos presidentes puderam fazer. “Aqui, por exemplo, o último que esteve foi JK, antes do regime militar”, recordou. Haddad relatou a satisfação que era para ele entregar 70% das obras do novo campus prontas e agradeceu ao Diretório Central de Estudantes da UFPel pela acolhida que deu aos estudantes de fora do estado que encontraram dificuldades ao chegarem na cidade.

Falando sobre a expansão do ensino superior federal promovida neste governo, o ministro lembrou que até há pouco eram quatro as universidades federais no Rio Grande do Sul e que agora são sete. Dentro do mesmo tema, projetou que o Brasil chegará a dez milhões de universitários e registrou que o orçamento do MEC triplicou durante o governo de Lula.

Borges

O reitor da UFPel, Cesar Borges, em sua fala, disse que era uma honra para Pelotas e para todos os municípios da Zona Sul receber o Presidente da República e o Ministro da Educação. Recordou que, em 2005, a necessidade de formar mais profissionais e o aumento no número de vagas na universidade motivaram a busca por mais espaços físicos, daí surgindo a ideia de ocupar as antigas instalações do frigorífico Anglo, fechado desde a década de 80.

Borges registrou que o crescimento no número de cursos de graduação da UFPel, de 42 para 94, fez com que fosse ultrapassada a meta do Reuni anteriormente prevista. Projetou para daqui a seis meses a conclusão das obras no campus Porto e a ocupação nele de todos os cursos e unidades administrativas destinadas ao local.O reitor destacou o Programa Vizinhança e seus projetos realizados junto à comunidade do entorno do novo campus.

A Lula, solicitou apoio para a implantação do programa de segurança pública Pronasci na região da Balsa. Borges reportou-se ainda aos programas de educação a distância desenvolvidos pela UFPel e às atividades do Centro de Integração do Mercosul e do recentemente inaugurado Núcleo de Estudos Fronteiriços, que funciona em Santana do Livramento.

O prefeito de Pelotas, Fetter Júnior, convidado a usar a palavra, destacou que neste momento a cidade começa a se voltar novamente para seu canal, através da expansão da UFPel na região portuária, e a parceria entre a Prefeitura e a Universidade no empreendimento. Após agradecer ao ministro da Educação e ao presidente Lula por tudo que fizeram pela UFPel e pelo ensino superior no país, o presidente do Diretório Central de Estudantes (DCE), Jonas Rodeghiero, pediu mais investimentos em políticas de permanência dos alunos nas universidades e a instalação de creches nestes locais, onde os estudantes poderiam deixar seus filhos enquanto cumprem com suas atividades.

No começo dos atos oficiais, a banda da Escola Municipal Ferreira Vianna, localizada próxima ao novo campus, deu as boas vindas a todas as autoridades e ao público, executando a música “Brasileirinho”.

O Presidente da República, o Ministro da Educação, o Reitor da UFPel, o Prefeito de Pelotas e o Presidente do DCE descerraram a placa alusiva à inauguração das novas instalações. Antes do ato oficial de inauguração, Lula foi conduzido pelo Reitor para uma visita pela Reitoria e pelas unidades acadêmicas instaladas no Campus Porto.

Fonte: Universidade Federal de Pelotas

Colegas negam bullying contra paulista morta no RJ


Os universitários do curso de Direito da Universidade Federal Rural Fluminense (UFRRJ) de Três Rios (RJ) negaram que a estudante Jéssica Philipp Giusti, de 21 anos, assassinada na segunda-feira, 18, foi vítima de bullying (violência física ou psicológica) na faculdade. Os pais da vítima levantaram esta suspeita ontem, no enterro da estudante. Segundo eles, a jovem teria comentado dias antes da sua morte que gostaria de voltar a morar com os pais em Piracicaba (SP), sem explicar o motivo. "Nunca ouvi nada sobre brincadeiras ou deboches com ela", disse Guilherme Botelho, colega de Jéssica no 2º período de Direito.

A delegada titular da 108ª Delegacia de Polícia de Três Rios, Claudia Abbud, também afirmou que nada sobre bullying foi relatado nos depoimentos das amigas da vítima. "Nada está descartado na investigação, mas não apareceu nenhuma declaração neste sentido até o momento", afirmou a delegada. Com imagens de câmera de vídeo, os investigadores tentam identificar o veículo que teria interceptado a universitária, depois que ela deixou a rodoviária da cidade na segunda-feira, por volta de 5 horas. Além de um celular, os criminosos levaram R$ 150 da vítima. Cartão de crédito, documentos e malas foram encontrados com o corpo. Para a polícia, a linha mais forte de investigação ainda é o latrocínio (roubo seguido de morte).

Nascida e criada em Piracicaba, Jéssica estudava há um ano na UFRRJ. Ela passou o último final de semana com os pais e chegou a Três Rios na manhã da última segunda-feira. A universitária morava a dois quarteirões do Terminal Rodoviário Arsonval Macedo, mas no caminho entrou ou foi levada a força para dentro de um carro. O corpo dela foi encontrado com vários ferimentos no crânio a 17 quilômetros, próximo a Rodovia BR-040. De acordo com as primeiras informações da perícia, não houve violência sexual ou sinais de luta.

Fonte: http://www.estadao.com.br

Brasil é o 2º no ranking mundial de furtos em lojas, diz estudo


O Brasil ocupa, ao lado do Marrocos, o segundo posto no ranking dos países onde há mais prejuízos causados por furtos em lojas, segundo um estudo de uma organização britânica especializada em vendas no varejo.

Intitulado Barômetro Global de Furtos no Varejo, a pesquisa calcula que entre julho de 2009 e junho deste ano os lojistas brasileiros perderam R$ 3,9 bilhões em furtos e erros administrativos.

O valor representa 1,64% do total das vendas no período e, proporcionalmente, só é inferior ao da Índia (2,72%). Participaram do levantamento no Brasil 37 redes varejistas de variados setores, com 29.132 lojas espalhadas pelo país.

Aumento nos prejuízos

Do total dos prejuízos registrados por lojistas brasileiros, 32,8% foram atribuídos a furtos por clientes, 43,4%, a furtos por funcionários e 7,6%, a fraudes envolvendo fornecedores e vendedores. Outros 16,2% foram creditados a outros tipos de erros.

O Brasil foi o único entre os 40 países pesquisados a ter registrado aumento nos prejuízos, ainda que o crescimento tenha sido de apenas 0,02 ponto percentual em relação a 2009.

Em entrevista à BBC Brasil, Joshua Bamfield, diretor do Centro de Pesquisas do Varejo (órgão que conduziu o estudo), diz que não se pode creditar a piora do índice brasileiro somente à criminalidade. "Os lojistas têm trabalhado duro em identificar perdas, então parte desse aumento pode ser atribuído a uma maior precisão nos dados."

América Latina

Além do Brasil, participaram do estudo outros dois países latino-americanos: o México, 5º colocado da lista, com perdas causadas por furtos equivalentes a 1,61% das vendas, e a Argentina, em 11º lugar, com 1,48%.

No ranking geral, Índia, Brasil e Marrocos são seguidos por África do Sul, Rússia, México, Tailândia, Malásia e Turquia.

No outro extremo da tabela, figuram entre os países com menores perdas causadas por furtos Taiwan (0,87%), Hong Kong (0,91%) e Áustria (0,97%).

Os Estados Unidos (10º lugar e 1,5%), o Canadá (12º e 1,42%) e a Austrália (15º e 1,32%) foram os países desenvolvidos que tiveram pior desempenho.

Melhora em relação a 2009

O estudo calcula em R$ 182 bilhões o total de perdas causadas por furtos em 2010 no mundo todo, o equivalente a 1,36% do valor das vendas. O índice é 5,6% menor do que o registrado em 2009, resultado creditado à melhor situação da economia mundial e ao aumento de 9,3% nos investimentos em segurança, que custaram R$ 45,4 bilhões aos cofres das lojas em 2010.

As maiores reduções em furtos ocorreram na Índia (15,1%) e nos países da América do Norte (6,9%, em média).

Os setores que mais registraram ocorrências foram os de peças de carros e materiais de construção (1,81%); roupas e acessórios (1,72%); e cosméticos (1,7%).

Já os menos afetados foram os de bebidas alcoólicas (0,72%); calçados e artigos esportivos (0,76%); eletrônicos e computadores (0,87%).

Lâminas de barbear

As lojas relataram ter detido 6,2 milhões de ladrões em 2010, dos quais 800 mil eram seus próprios funcionários. Os lojistas que mais apreenderam criminosos foram os europeus (3,4 milhões), seguidos pelos norte-americanos (2,5 milhões).

Em média, cada furto por cliente gerou prejuízo de R$ 330; já os furtos de funcionários custaram R$ 3,29 mil cada.

Entre os itens mais furtados destacaram-se lâminas e cremes de barbear, smartphones, perfumes, bebidas, carne fresca, escovas de dente elétricas, café, DVDs, jogos eletrônicos, bolsas, tênis, óculos escuros e relógios.

Fonte: http://oglobo.globo.com

Denúncias de corrupção no MS são graves, diz Gurgel


Procurador-Geral da República promete ajuda ao Fórum Mato Grosso do Sul pela Ética na política

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou durante audiência concedida à Comissão Especial da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional de Mato Groso do Sul (MS) que as denúncias de corrupção que envolve os três poderes serão investigadas. “As denúncias são muito graves e terão que ser devidamente apuradas,” disse.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira em Campo Grande pelo presidente da OAB-MS, Leonardo Avelino Duarte. Segundo ele, Gurgel se prontificou em ajudar as entidades e conselhos de classe que compõem o Fórum MS pela Ética na averiguação de todas as denúncias já formalizadas.

“O procurador disse que vai aproximar o Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos e, inclusive, já designou um procurador da República para cuidar do assunto,” acrescentou Duarte.

O encontro de Gurgel com os representantes da OAB-MS aconteceu quarta-feira em Brasília, com a participação do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados, Ophir Cavalcante, do presidente da Seccional de Mato Grosso do Sul, do ex-presidente Marcelo Barbosa Martins e do advogado Marco Antonio Castelo.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br